Somos floridos, frutados, em brotação ou feios curvados? Tudo isso e muito mais!

Se nunca vimos uma arvore e a vemos na primavera, podemos pensar que ela será sempre florida, com perfume e cores lindas.

Se a vemos no verão, talvez pensemos nela com muitas frutas, saborosas, chegando a curvar seus galhos com o peso.

No outono, se a vemos pela 1ª vez, ela estando  sem folhas, vamos acreditar que esteja doente, muito velha e que talvez já esteja no seu fim.

E se quando nos aproximarmos dela ela estiver cheia de brotos, com novas folhas brilhantes, numa exuberância de vida e saúde, que diremos?

Não vamos ter uma visão completa desta arvore senão esperarmos pelas 4 estações, para ver seu 4 ciclos. Qualquer uma das visões acima são parciais, mas todas são visões verdadeiras desta arvore.

Seguidamente nos comportamos assim. Tomando visões parciais e acreditando ser o todo. Vemos alguém raivoso e logo pensamos: “Que pessoa difícil, agressiva…”

Possivelmente se esperássemos um pouco mais, talvez o víssemos em outros aspectos de sua personalidade. Mas temos pressa, precisamos julgar, emitir opinião, mesmo que seja de forma precipitada, e baseado em informações incompletas.

Fazemos o mesmo com nosso corpo, nossas emoções, nossos pensamentos, sofrimentos…vamos logo reagindo. Calma, respira… É mesmo necessário um reação tão imediata? Talvez possamos decidir melhor daqui a pouco, com mais informações.

 

João Luiz Antunes

 

 

 

 

 

Onde estão os nossos limites?

 

Desde meus primeiro minutos no Yoga ouço meus professores falando que preciso respeitar meus limites. Entregar-me profundamente naquilo que estou fazendo, mas com respeito pelo meu corpo, tratando-o com carinho sem deixá-lo, no entanto, na acomodação ou preguiça.

Algo que sempre me desafiou foi descobrir onde está a linha tênue entre a resignação e a acomodação. Onde realmente está o meu limite, ou enquanto professor, onde está o limite dos meus alunos. Como encontrá-lo, mensura-lo ou determina-lo.

Aqui entra o tão falado, mas pouco buscado, autoconhecimento, não conheço outro caminho.

Quando vejo hoje em dia algumas pessoas fazendo esforços extremos para ficarem mais bonitas, mais fitness, mais jovens, mais magras, usando muitas vezes como referencia padrões inalcançáveis, me lembro de meus mestres falando. Preste atenção no que teu corpo fala, será que ele suporta tudo aquilo que esperamos dele?

A experiência nos mostra que em muitos casos a resposta é não. No esporte, vemos muitas pessoas lesionadas por over training, na vida, pessoas em alto grau de sofrimento com doenças como bulimia e anorexia ou com o corpo mutilado por cirurgias plásticas desnecessárias ou mal realizadas.

Gosto de correr como atleta amador e me desafiar, buscando superar recordes pessoais ou provas com maior grau de dificuldade. Estou chegando aos 50 anos e gostaria de parecer mais jovem, mais forte. De eliminar aquela barriguinha chata e persistente que teima em me acompanhar. Mas tenho lembrado muitos meus mestres, e meditado mais, relaxado mais, tentado ouvir meu corpo, dialogar com ele.

Quero uma velhice saudável, com muita disposição para correr com meus netos por ai, se eu merecer esta graça. Então saúde é prioridade. Paz de espirito, muito bem vinda. Uma graninha para o sorvete, importante. Mas com calma, respirando e vivendo.

João Luiz Antunes